Conhecendo o Ceará

Mães Empreendedoras: Trabalhar sem ficar longe dos filhos

Mães fazem cursos de gastronomia e mudam suas vidas para melhor

Postado em : 11/05/2018 5h05 Em:

Muitas mulheres passam pelo dilema da conciliação entre o trabalho e o tempo com os filhos. Algumas embarcam em um universo bastante novo e desafiador, como é o caso de mães de crianças com autismo ou com alergias. As histórias de Robéria Rodrigues, da Associação Pintando o SeTEAzul, e Raquel Gomes, da SOS Alergia, retratam bem essa realidade. Bolos e pães mudaram a vida dessas duas mães que aprenderam a fazê-los em cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Ceará (Senac-CE). O bem-estar e a saúde dos filhos foram fatores impulsionadores quando decidiram investir em cursos na área de gastronomia, empreender e mudar suas vidas.

Aldenízia Girão comandou o projeto Mães Empreendedoras. Foto: Divulgação

Aldenízia Girão comandou o projeto Mães Empreendedoras. Foto: Divulgação

 

Robéria fez parte do projeto Mães Empreendedoras, que atendeu cerca de 90 mães de crianças autistas. A presidente da Associação Pintando o SeTEAzul, Kellyane Chaves, explica como se deu a iniciativa. “Costumo dizer que esta é uma parceria tripla, o Senac cedeu o espaço físico, a cozinha, as instalações para realização do curso; a Associação entrou com a compra dos insumos e materiais, e uma mãe voluntária doou um pouco de seu tempo, conhecimento e boa vontade para ensinar as outras mães”.

Essa mãe voluntária generosa também é mãe de uma criança com autismo e se chama Aldenízia Girão. Instrutora do Senac-CE há 15 anos, ela foi peça central nessa história. “Sempre gostei de trabalhar na área social e percebi que poderia contribuir. Na Associação existem muitas famílias que dependem do SUS, de transporte público para locomoção, enfrentando desafios diários. O curso tem como objetivo gerar a independência delas”.

Robéria Rodrigues, mãe de João Gabriel, de 12 anos, conta que a encomenda dos doces sempre a alegra. “O Mães Empreendedoras foi, para mim, a melhor coisa que aconteceu, por se tratar de uma professora que eu já tinha ouvido falar e queria muito conhecer, ainda mais por ser mãe de uma criança com autismo. Tudo foi surgindo e agarrei todas as oportunidades possíveis. Foram momentos de muita troca de experiências, aprendizado e possibilidade de gerar renda. O Senac abriu nossas primeiras portas, somos muito gratas”, diz.

Os bolos e pães também mudaram a vida de Raquel Gomes e de toda a família. Ela hoje administra junto com o marido a SOS Alergia e atende a pedidos de confeitaria feitos numa cozinha estéril, montada especialmente com a finalidade de atender a portadores de alergias.

Para Raquel, o Senac foi um divisor de águas. “Eu trabalhava fora de casa como assistente social quando meu filho começou a apresentar as alergias. Então eu fiz o curso e esse aprendizado na cozinha me ajudou bastante a preparar alimentos adequados para ele. Então comecei a produzir e atender a outras famílias, com as mesmas necessidades que eu. As demandas começaram a crescer e aparecer clientes com outras alergias, além do leite. Hoje sou muito realizada, porque sei que estou oferecendo algo seguro para meu filho e outras tantas crianças”, conta a empresária.

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