À mesa com Izakeline Ribeiro: Qual a sua escolha?

Convidamos especialistas em cervejas para indicar os rótulos que estão no topo da lista de preferências

Postado em : 06/10/2017 5h05 Em:


Leopoldina Old Strong Ale

Sérgio Soares Jr., sommelier de cervejas

Sérgio Soares Jr., sommelier de cervejas

 

Eu não tenho um estilo preferido. Se uma cerveja entrega aquilo que ela propõe, essa é uma cerveja boa, considerando também custo-benefício. Partindo disso, ando dando preferência às cervejarias nacionais. Elas estão disputando prêmios fora do País e vencendo muitos. Agora, falando da melhor experiência sensorial, nenhuma ainda superou a Leopoldina Old Strong Ale. Com 11% de teor alcoólico, é uma cerveja que passa por maturação em barris de carvalho, antes utilizados na produção de vinhos (do mesmo Grupo Valduga). Aromas de frutas escuras e passas, nozes, balsâmico, couro e notas vínicas, claro, formam um conjunto espetacular. A Leopoldina Old Strong Ale tem valor de venda bem elevado, aproximadamente R$ 130/garrafa 750ml, mas vale cada centavo. Ela é trazida pela distribuidora Opção e pode ser achada na maioria dos Mercadinhos São Luiz e no Bru – cerveja e café.

cerveja-leopoldina-old-strong-ale

 

Fullers ESB

Rodrigo Campos, professor e cervejeiro caseiro

Rodrigo Campos, professor e cervejeiro caseiro

 

O bom de beber cervejas artesanais é poder escolher sempre uma diferente. Viva a variedade cervejeira! Nada contra ter algumas nas quais a gente mais confia. Eu faço cerveja em casa e tenho feito algumas de estilos ingleses, que geralmente se destacam por ter muito sabor concentrado em uma cerveja de teor alcoólico mais ameno. Uma das que mais gosto da escola inglesa é a Fullers ESB. Essa cerveja criou o estilo ESB (Extra Special Bitter), hoje mais conhecido como Strong Bitter. Ela traz notas de malte lembrando pão, biscoito e caramelo, e notas de lúpulo lembrando laranja, terroso e chá. Ela é amarga sem exageros, com o malte equilibrando o conjunto. Um símbolo da escola inglesa mostrando as características que mais me agradam: equilíbrio e elegância! Disponível na Mestre Cervejeiro.com.

cerveja Fullers ESB

Death By Coconut

João Filho, sommelier de cervejas

João Filho, sommelier de cervejas

 

Sabe o que é mais interessante sobre a cerveja? Ela nunca deixa de te surpreender! Mesmo depois de tantas e tantas porters degustadas, fui pego de surpresa por essa belezinha aqui, a Death By Coconut da Oskar Blues. No aroma e sabor, uma pancada de chocolate ao leite e coco, que domina do início ao fim, com notas de caramelo, café e baunilha em segundo plano. O amargor do lúpulo nunca é notado, mas existe para trazer um equilíbrio muito sutil. Na boca se apresenta com um corpo médio, boa carbonatação, ligeiramente viscosa e cremosa. Cerveja espetacular! Eu teria uma geladeira cheia dela se eu pudesse. Pode ser encontrada na Meet N’Beer.

cerveja Death by coconut

 

Fullers Honey Dew

Saulo Ribeiro, sommelier de cervejas

Saulo Ribeiro, sommelier de cervejas

 

A Cerveja Honey Dew Organic é uma cerveja de coloração dourada, refrescante como uma Lager Pilsen mas sem perder a complexidade de uma boa cerveja Ale. Seu colarinho é denso e persistente. Em seu aroma e sabor percebe-se a presença suave do mel. O fabricante até sugere saborear essa cerveja com um pedaço de limão. A cerveja leva mel na composição. A mistura do mel já é regulamentar em estilos bem conhecidos e movimenta o mercado cervejeiro artesanal desde 2013, quando o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento estudava a liberação da produção de cerveja com mel, chocolate e especiarias. Disponível na loja Mestre Cervejeiro.com.

cerveja Honey Dew

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