Uma forte herança indígena

Postado em : 05/06/2015 10h10 Em:

Base da alimentação das populações indígenas do País, desde antes do descobrimento, não por acaso a mandioca é chamada de “pão brasileiro”. A raiz, verdadeiro patrimônio cultural, rende diferentes subprodutos – dos polvilhos doce e azedo, passando pelas farinhas até o tucupi – e dezenas de pratos. Também pode ser consumida assada, frita ou cozida. Sua nomenclatura varia de acordo com o tipo: a mandioca brava, venenosa, precisa passar por processamentos para eliminar o ácido cianídrico; a mandioca mansa não o contém, e é essa que chamamos macaxeira por aqui.

Paçoca – No Ceará, paçoca não é aquela de amendoim, mas a farofa de farinha de mandioca com cebola e carne de sol socadas no pilão. De tão gostosa, há quem consuma pura mesmo, a colheradas. Mas é com um baião de dois molhadinho ou com um vatapá que fica irresistível. Costuma estar disponível o ano todo, em supermercados e lojas de produtos regionais.

Tapioca – Outra onipresente nos 365 dias do ano, mas que não pode deixar de ser citada aqui. Feita com a goma fresca ou seca (também chamada de polvilho doce ou massa de tapioca), fica supimpa apenas com manteiga ou uma fatia de queijo coalho. Mas, de tão democrática, nos últimos tempos tem recebido uma infinidade de recheios.

Pé de moleque – Na verdade, esse bolo é feito com a puba (também chamada carimã), subproduto da mandioca. Visualmente, é parecida com a goma de tapioca, mas as semelhanças param por aí. Ela é obtida através da fermentação natural de raízes de mandioca, que ficam amolecidas. Pura, tem sabor meio azedo, mas que cai bem em bolos como o pé de moleque, que leva ainda rapadura preta, manteiga e ovos, conforme ensina a proprietária do restaurante Maria Chica, Glícia Maria.

Bolo de macaxeira – Em junho, ele divide o pódio com o bolo de milho nas padarias. Leva a raiz crua e ralada, além de coco.

Jéssica Colaço
Repórter

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